terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Se o tempo tivesse parado...



Ah se o tempo tivesse parado,
quantos sorrisos eu não veria,
quantas alegrias eu desconheceria,
quantas lembranças não teriam ficado?

E com o tempo parado,
quantos erros não teria cometido,
quantas vezes não teria me arrependido,
quantos choros não teria causado?

Se o tempo tivesse parado,
quanto eu não teria aprendido,
quanto eu não teria sofrido,
quanto eu não teria passado?

Mas se o tempo tivesse parado
e tudo isso eu não tivesse vivido,
não diria que eu os tivesse perdido,
pois foi perfeito estar ao seu lado.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Castelhanos: um pedaço do paraíso espírito santense


Castelhanos é a última praia antes do centro de Anchieta, mar calmo, águas claras e limpas, com pouco movimento de pessoas e natureza ainda exuberante. O bairro é pequeno e praticamente inabitado. Existem algumas casas e poucos prédios baixos, geralmente de veraneiro. Alguns barzinhos e restaurantes na beira da praia e meia dúzia de quiosques completam esse lugar maravilhoso.

Como chegar?

Distante cerca de 80kms de Vitória, acesso 100% de asfalto (exceto na beira da praia, porém qualquer carro/moto acessa de forma fácil). Basta pegar a rodovia do sol e antes de descer para Anchieta, entrar no trevo à esquerda.
Vale a pena viajar devagar após Meaipe, à cada curva a estrada mostra alguma beleza natural escondida.

O que fazer?

Durante o dia é praia, não tem muito como ser diferente. Uma caminhada pela areia mostra novidades a cada curva. Vale a pena um passeio pelo Santuário de Anchieta, não só pela sua história mas pela vista maravilhosa lá de cima (no final da cidade de Anchieta, sentido Iriri, virar à direita).
À noite existem barzinhos na beira da praia para quem quer tomar umas cervejinhas e bater um bom papo. O centro de anchieta fica perto (cerca de 4kms), com algumas opções de lanchonetes e restaurantes. Quando não há festas na cidade, é só ir cedo para a pousada.

Onde ficar?

Normalmente fico na Pousada da Tina, que fica já na praia de Guanabara. Uma pousada simples, cerca de 15 quartos, com piscina, sauna (sauna na praia?!?!?!?!) e de frente pra praia. É largar as coisas no quarto, atravessar a rua e tchibum. Diárias na faixa de R$ 80,00 (casal)

Pousada da Tina:
www.pousadadatina.com.br
vasconcellostina@hotmail.com
(28) 8115-8547



Fotos:
1 – Vista de Anchieta
2 a 6 – Praia de Guanabara e Anchieta (infelizmente ventou um bucado no dia da foto)
7 – Santuário de Anchieta
8 – Uma das surpresas do caminho

Mais informações e fotos: http://www.anchieta.es.gov.br

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Meu amigo, o Zeca


Que o José Carlos é um ser totalmente ao inverso do dito “padrão felino” (anti-social, independente e traiçoeiro – embora eu associe isso mais à educação), todo mundo já sabe, porém às vezes até eu fico de cara com as coisas q ele faz.

Hoje desci para limpar e cobrir as motos e aproveitei para levá-lo para comer um pouco de mato, afinal de contas é salutar para o bixo e ainda o distrai um pouco. Mas heis que, de repente ouço “vovó, posso brincar com o gatinho?”. É a netinha da mulher que mora aqui em baixo, “Ana Beatriz”, uns quatro aninhos e é do tipo de criança que faz vc ter vontade de ter uma...

Bom, enquanto mexia na moto, tava lá a criança, no melhor estilo “Felícia” atrás do gato, puxa pra cá, empurra pra lá, corre atrás e o bixo tá que mia, mas não faz nada, nem sair correndo de perto. Ajudá-lo, eu? Por que? Afinal ele não adora que lhe dêem atenção? Hehehehehe

De repente a avó leva a criança pra cima e ela volta com o velocípede e começa a correr atrás do Zeca pela garagem, no melhor estilo Tom & Jerry, mas neste caso o gato era a caça e uma criança alucinada a caçadora, falando “vem cá gatinho, meu melhor amigo”. Huahuahauha, “melhor amigo” foi boa.

Depois de muito desespero, o gato some e ninguém mais acha, até que desce a vizinha de frente e “o nosso amigo tá miando na sua porta, querendo entrar”. “Nosso amigo”? Desde quando? Ai ai, só pq ele ia pela janela da cozinha até o ap dela, deitava e dormia no sofá ela acha q o José é amigo... aff.

Desde então o bixo tá largado em um canto da casa, meio q refletindo sobre a real necessidade da existência social, nem no colo veio mais...

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cada um que me aparece...

Ontem estava voltando do trabalho por volta das 19hs quando ao passar por uma mulher na rua reparo que ela estava conversando comigo e num papo animado, sem reparar que eu estava de capacete e andando de moto.

Pois bem, resolvi voltar e ver o que estava acontecendo, vai ver que estava perdida naquele bairro enoooooorme que moro (mas não sei pq, sempre tem um que se perde naquela meia dúzia de ruas), quando olhei pra trás ela ainda estava conversando comigo, eu a uns 300m de distância...

- Tenho aula às 19:10h em - não sei aonde, esqueci - e to atrasada e ônibus aqui só daqui a meia hora, bla bla bla, tem como você me dar uma carona até o ponto aqui perto para eu pegar outro ônibus que não o Bairro República, bla bla bla (muitos "blas"), tenho problema de coluna e não posso andar até lá - e mais uma série interminável de blás...

Era impressão minha ou ela não tinha reparado que eu não a conhecia, estava de moto, com uma mochila nas costas e sem outro capacete? Mas vamos lá, eu com essa minha necessidade incrível de me socializar, vou fazer uma caridade, quem sabe ela não caia, batia a cabeça e melhorava de vez?! Bom, deixei perto do ponto e me preparava pra voltar e lá foi ela:

- Ah, como é seu nome? O meu é fulana - não tenho menor idéia do nome, nessa hora já estava pensando se virava e ia embora ou se a atropelava. Com o que você trabalha? Ah, vc deve ser um desses Harckers de computador...

Pausa: tenho cara de comedor de pizza, bebedor de coca-cola e de não conseguir sair com mulheres para ficar o dia inteiro dentro de casa na frente do computador procurando brecha de segurança? Tá bom, continuando (aliás, ela não parou em nenhum momento...):

- Me passa seu telefone, pq às vezes tenho problema no computador e não sei para quem ligar (pq será?!), como quando coloco um CD no computador, abre o Media Player (nossa, pelo menos ela sabe o nome) e o negócio fica girando, girando (olha, que coisa!) e não sai som.

Pausa 2: eu fiz 4 anos de faculdade, 2 de pós-graduação, 1 ano para tirar certificação SAP (que foi mais difícil que o MBA), trabalho 8, 10, 12 horas pro dia para vir alguém vir e me chamar de técnico?! Afff, vai catar coquinho né...

- Ah, não trabalho com isso (falo eu na maior tranquilidade possível), tem uma empresa perto da rotatória, pq vc não os procura?

- Ah, bla bla bla (sinceramente estava exausto, não conseguia acompanhar o rítimo da conversa mais...).
Virei a moto e by by, espero não a ver de novo.

sábado, 10 de outubro de 2009

Finalmente milzinho!


Como diria o Cazé: ae, ae ae! Finalmente a Kaya completou seus primeiros mil kilômetros rodados. E não é pra menos eu estar feliz com o feito: apesar de ter que desembolsar R$ 96,00 reaus por uma simples troca de óleo e filtro, agora ela passou da fase de amaciamento e poderei rodar tranquilo (pelo menos até os 5000kms).

E outra, dessa vez poderei passar dos 160km/h! Ok, não podia antes também, mas nada como aumentar um pouco as folgas dos pistões né?! >:)

Muitas emoções nesses primeiros 1k kms, como a viagem para Domingos Martins, as idas para guarapa onde quase perdi minha bolsa (escapuliu e ficou presa na seta, mas só fui reparar quase lá no pedágio...) e até a primeira derrubada do carona (malz ae polaco, mas falei pra segurar... hauhauahuahauahu).

Vida longa à drag e que novas viagens venham (e logo, por favor...).

domingo, 16 de agosto de 2009

.. and the road becomes my bride

Ae, finalmente fiz minha primeira viagem com a Kaya! Ok ok, fazem umas 3 semanas e nem foi para tão longe assim, mas com a abstinência internética e com a correria do projeto, não deu pra postar antes.

Domingo, dia 26 fomos o Deivit (o outro cabra aí da foto) e eu para Domingos Martins, afinal de contas, agente queria estreiar nossas motos na estrada e ele estava morrendo de saudades da esposa (aham), que estava por aqueles cantos. Pois bem, saímos por volta das 11 horas rumo à serra e a adrenalina em alta, moto nova, sem as manhas ainda e lá fumo nóize.

A moto se comportou muito bem na estrada, com curvas abertas, diferente do "dobra esquina" daqui da cidade, fomos variando entre 80 e 100km/h, deixando todos os carros pra trás com uma facilidade enorme. Bastava torcer o braço e ir embora. O único susto foi em uma das últimas curvas, na qual entrei belezinha mas no meio dela tinha remendos (mal feitos, claro) e a moto escapou a frente, pulando para a contra mão... ainda bem que não vinha carro :D

Chegando em DM, lá vem o Deivit recuperando o tempo perdido e "Vc tá indo pra onde?". Ué, a idéia num era Domingos Martins? "Sandriani está em Santa Isabel, uns 5kms pra trás caaaaaaaara". Segundo ele, tentou chegar perto, buzinou, piscou farol, mas sempre q se aproximava, eu acelerava e ia embora. Ou, em suas palavras: "acelerava e vuuuuuuaaaaaaaaaauuuuuuuuu no melhor estilo motoboy vida loka".

A volta foi mais tranquila, saimos antes do pôr-do-sol (lembrando que a moto tem apenas um farol) e era hora de cortar o trânsito infernal que assolava a serra. Nunca tinha visto a estrada daquele jeito, tinham trechos em que os carros estavam simplesmente parados. Chegamos em Vitória no anoitecer e ah, que saudades da estrada.

Fico devendo uma foto descente da "viagem", pois a máquina estava sem bateria (cabeça oca eu...) e a foto tirada pelo celular ficou terrível, ainda mais com macumba de fundo...

Que venha a próxima!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sunomono


Sunomono é uma salada japonesa de pepino e kani, com um tempero muito saboroso à base de vinagre de arroz e molho shoyo. Uma vez que tem um sabor suave e não enche muito a barriga, vai bem para entrada de qualquer tipo de comida, desde comida japonesa, massas e carnes, além de acompanhar outras saladas.

O pepino japonês provê um gosto mais suave que o pepino comum, sem aquele gosto forte tradicional e sem se fazer lembrar o resto do dia a sua ingestão. O vinagre de arroz, por sua vez, fornece o azedo do vinagre tradicional, mas sem tanta acidez, sendo mais agradável ao paladar. Só avise sua empregada que ele é mais caro e não deve ser usado para lavar as mãos após a fachina da casa...

Ingredientes

  • Pepino japonês
  • Kani kama
  • Vinagre de arroz
  • Shoyo
  • Água
  • Gergelim (opcional)
Todos ingredientes são facilmente encontrados nos supermercados da vida, o pepino japonês que pode não estar na banca "normal", mas sendo facilmente encontrado nos legumes “embalados”. O kani é o tradicional kani de carangueijo, normalmente compro o “Bom Peixe” (olha o jabá) por ter uma boa consistência e ser mais em conta.

O vinagre de arroz normalmente fica em uma sessão a parte, não misturado com o tradicional, enquanto o shoyo geralmente fica na parte de temperos.

Modo de preparo

O preparo é relativamente simples, bastantando misturar tudo... eeeepa, vamos com calma.

Normalmente preparo da forma mais fácil, retirando um pouco da casca (deixe um pouco do verde para dar uma consistência mais firme na pegada) e fatiando em rodelas finas. Meio pepino é o suficiente para duas pessoas.

Uma vez tendo o pepino pronto, hora de picar o kani e misturar os dois. Mensure o kani de acordo com a quantidade de pepino cortado, misture os dois em uma cuia, uma borrifada de vinagre, complete até a metade de shoyo e cubra com água. Tempere com uma colher de café rasa de sal, uma cheia de açúcar e pouvilhe um pouco de gergelim por cima.

Outra forma de preparar, mais elaborada, é cortar o pepino em tiras, como batata palitos, só que mais finas, e retirando todas as sementes. Deixe de molho em água com um pouco de sal durante 30 minutos, para que o pepino fique bem temperado. Deste modo, o normal é um pepino servir duas pessoas.

Escorra a água do pepino, corte o kani da mesma forma e tamanho e misture os dois dentro de uma cuia. Uma borrifada de vinagre, complete até a metade de molho shoyo e o restante de água gelada. Uma pitada de sal (lembre-se que o pepino já está salgado) e uma colherzinha de açúcar garantem o tempero.

Em uma frigideira pequena e com tampa, jogue um pouco de gergelim e deixe dar uma dourada (sem óleo). Jogue o gergelim por cima e está pronto.

A receita está um pouco no “instinto”, sem quantidades muito precisas, mas cozinhar é isso. Não adianta eu falar que é para usar x quantidade porque cada um tem seu paladar e os ingredientes devem ser dimensionados de acordo com o gosto de cada um. Experimente com um pouco mais de vinagre, menos shoyo, dose o sal de acordo com o prato que vai acompanhar (lembre-se, quanto mais forte for o prato que acompanha, mais forte você deve fazer a salada, e vice-versa).