domingo, 16 de agosto de 2009

.. and the road becomes my bride

Ae, finalmente fiz minha primeira viagem com a Kaya! Ok ok, fazem umas 3 semanas e nem foi para tão longe assim, mas com a abstinência internética e com a correria do projeto, não deu pra postar antes.

Domingo, dia 26 fomos o Deivit (o outro cabra aí da foto) e eu para Domingos Martins, afinal de contas, agente queria estreiar nossas motos na estrada e ele estava morrendo de saudades da esposa (aham), que estava por aqueles cantos. Pois bem, saímos por volta das 11 horas rumo à serra e a adrenalina em alta, moto nova, sem as manhas ainda e lá fumo nóize.

A moto se comportou muito bem na estrada, com curvas abertas, diferente do "dobra esquina" daqui da cidade, fomos variando entre 80 e 100km/h, deixando todos os carros pra trás com uma facilidade enorme. Bastava torcer o braço e ir embora. O único susto foi em uma das últimas curvas, na qual entrei belezinha mas no meio dela tinha remendos (mal feitos, claro) e a moto escapou a frente, pulando para a contra mão... ainda bem que não vinha carro :D

Chegando em DM, lá vem o Deivit recuperando o tempo perdido e "Vc tá indo pra onde?". Ué, a idéia num era Domingos Martins? "Sandriani está em Santa Isabel, uns 5kms pra trás caaaaaaaara". Segundo ele, tentou chegar perto, buzinou, piscou farol, mas sempre q se aproximava, eu acelerava e ia embora. Ou, em suas palavras: "acelerava e vuuuuuuaaaaaaaaaauuuuuuuuu no melhor estilo motoboy vida loka".

A volta foi mais tranquila, saimos antes do pôr-do-sol (lembrando que a moto tem apenas um farol) e era hora de cortar o trânsito infernal que assolava a serra. Nunca tinha visto a estrada daquele jeito, tinham trechos em que os carros estavam simplesmente parados. Chegamos em Vitória no anoitecer e ah, que saudades da estrada.

Fico devendo uma foto descente da "viagem", pois a máquina estava sem bateria (cabeça oca eu...) e a foto tirada pelo celular ficou terrível, ainda mais com macumba de fundo...

Que venha a próxima!

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Sunomono


Sunomono é uma salada japonesa de pepino e kani, com um tempero muito saboroso à base de vinagre de arroz e molho shoyo. Uma vez que tem um sabor suave e não enche muito a barriga, vai bem para entrada de qualquer tipo de comida, desde comida japonesa, massas e carnes, além de acompanhar outras saladas.

O pepino japonês provê um gosto mais suave que o pepino comum, sem aquele gosto forte tradicional e sem se fazer lembrar o resto do dia a sua ingestão. O vinagre de arroz, por sua vez, fornece o azedo do vinagre tradicional, mas sem tanta acidez, sendo mais agradável ao paladar. Só avise sua empregada que ele é mais caro e não deve ser usado para lavar as mãos após a fachina da casa...

Ingredientes

  • Pepino japonês
  • Kani kama
  • Vinagre de arroz
  • Shoyo
  • Água
  • Gergelim (opcional)
Todos ingredientes são facilmente encontrados nos supermercados da vida, o pepino japonês que pode não estar na banca "normal", mas sendo facilmente encontrado nos legumes “embalados”. O kani é o tradicional kani de carangueijo, normalmente compro o “Bom Peixe” (olha o jabá) por ter uma boa consistência e ser mais em conta.

O vinagre de arroz normalmente fica em uma sessão a parte, não misturado com o tradicional, enquanto o shoyo geralmente fica na parte de temperos.

Modo de preparo

O preparo é relativamente simples, bastantando misturar tudo... eeeepa, vamos com calma.

Normalmente preparo da forma mais fácil, retirando um pouco da casca (deixe um pouco do verde para dar uma consistência mais firme na pegada) e fatiando em rodelas finas. Meio pepino é o suficiente para duas pessoas.

Uma vez tendo o pepino pronto, hora de picar o kani e misturar os dois. Mensure o kani de acordo com a quantidade de pepino cortado, misture os dois em uma cuia, uma borrifada de vinagre, complete até a metade de shoyo e cubra com água. Tempere com uma colher de café rasa de sal, uma cheia de açúcar e pouvilhe um pouco de gergelim por cima.

Outra forma de preparar, mais elaborada, é cortar o pepino em tiras, como batata palitos, só que mais finas, e retirando todas as sementes. Deixe de molho em água com um pouco de sal durante 30 minutos, para que o pepino fique bem temperado. Deste modo, o normal é um pepino servir duas pessoas.

Escorra a água do pepino, corte o kani da mesma forma e tamanho e misture os dois dentro de uma cuia. Uma borrifada de vinagre, complete até a metade de molho shoyo e o restante de água gelada. Uma pitada de sal (lembre-se que o pepino já está salgado) e uma colherzinha de açúcar garantem o tempero.

Em uma frigideira pequena e com tampa, jogue um pouco de gergelim e deixe dar uma dourada (sem óleo). Jogue o gergelim por cima e está pronto.

A receita está um pouco no “instinto”, sem quantidades muito precisas, mas cozinhar é isso. Não adianta eu falar que é para usar x quantidade porque cada um tem seu paladar e os ingredientes devem ser dimensionados de acordo com o gosto de cada um. Experimente com um pouco mais de vinagre, menos shoyo, dose o sal de acordo com o prato que vai acompanhar (lembre-se, quanto mais forte for o prato que acompanha, mais forte você deve fazer a salada, e vice-versa).

sábado, 11 de julho de 2009

Momento de desintoxicação

Boa tarde pessoal, meu nome é Alexandre e sou um viciado.

A instituição para qual trabalho (faz de conta que ninguém sabe) resolveu colocar o pessoal para trabalhar: cortaram o acesso à internet. Triste, eu sei, mas a mais pura verdade. Para não dizer que cortaram todo o acesso, é possível acessar sites *.gov.br e *.jus.br. Nada de msn, nada de e-mail, nada de Twitter, nada de nada.

O primeiro dia foi assustador, aquele vazio no ar, aquela sensação de que eu tinha esquecido uma peça de roupa, ou mais precisamente um pedaço do corpo. Mas tudo bem, eu consigo vencer mais essa. Suor, calafrio e vozes do além acompanharam todo o dia e a noite foi seguida de febre e delírios.

Já no segundo dia as coisas evoluíram de forma melhor, o único problema é que na incidência de erros não havia o São Google para ajudar. Aliás, se fosse preciso traduzir uma palavra dos manuais, era necessário ligar para alguma pessoa amiga para pedir ajuda.

Mas agora até estou gostando dessa desintoxicação, estou me sentindo uma pessoa que se livrou de um estorvo, limpa por dentro. Acho que vou comprar uma barraca e viver de venda de coco na praia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Repassando para a galera...
A banda Rockinverso é a da Juliana, namorada do André Costa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Falta gente, sobra trabalho

Não é a primeira vez que me deparo com a situação em que falta gente para trabalhar comigo. Em pouco mais de 10 anos de trabalho (o tempo passa, o tempo voa...) só consegui indicar um amigo para um trabalho na minha área (TI). Ou falta gente interessada ou eu não tenho tantos amigos quanto deveria...


A empresa está aberta para contratar uma nova pessoa, salário bom, estrutura de apoio boa mas não há quem indicar. Todo mundo trabalhando em lugares bons (oooo coisa boa) ou enrolados demais para indicar.


Acho que a crise mundial está dentro da cabeça de cada um...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Comer comer para melhor crescer


Este foi o almoço de hoje no shopping, sob o olhar assustado das pessoas ao redor. Não sei porque, mas todo mundo me olhava como se estivessem morrendo de fome e quisessem um pouco da minha comida. Um pratinho normal, singelo e sem muitas pretensões, afinal de contas eram quase 13hs e a comida deveria agüentar na barriga até às 16hs.

Um pouco de carboidrato (arroz, feijão, macarrão e batata), um pouco de proteína (três bifes de contra-filé mal passados*), um pouco de vitamina e minerais (alface, beterraba, cenoura...), ou seja, uma refeição balanceada, própria para uma segunda-feira. Afinal de contas, o final de semana foi meio pobre em comida e perdi 1kg em 2 dias.

* mal passado segundo o cozinheiro, pq pra mim isso era passado e muito bem passado.

O show deve continuar...






No último sábado, dia 30 de maio, rolou no Ginásio Dom Bosco o show da turnê sulamericana que o Angra e o Sepultura estão fazendo e é claro que eu não poderia perder.

Desembarcamos da “Kombi do Mal” no ginásio no final do show do Mindflow (ou algo do tipo) e, já preparado para morrer em 50 contos na entrada, eis que algo mágico acontece. Um clarão ilumina todo o céu, anjos descem ao som de trombetas e misteriosamente um convite para o show é teletransportado para o meu bolso. Isso mesmo, entrada 0800, de grátis, na faixa, free...

Pulseirinha rosa no braço (fazer o quê, pelo menos tinha acesso livre ao back stage e entrei de grátis) era hora de adentrar no “templo do rock n’ roll”, conforme descrito pelo megahertz... hauahuahauahau. Que papinho mais gay.

Sem mais tardar, Angra entra em palco conforme esperado: entra o baterista abaixado, a galera grita, entram os guitarristas tocando, a galera grita, entra o baixista, a galera grita, entra o vocalista... e a galera grita. E por ironia, a primeira música tocada se chama “Nova Era”. Hora de curtir o show de verdade, fui lá pra frente da grade... Issaê, uhuuuuu, Angra tocando e eu do lado da caixa de som. Som alto. Bem alto. Muito alto. Muito alto mesmo. O vocalista reclamava que não tinha retorno do vocal. Pô, desce aqui que você vai ouvir direitinho... huahauahua, tá louco. Tocaram várias músicas, empurra daqui, puxa dalí, suor escorrendo, uma sede danada, as costas doendo por servir de cadeirinha e até que enfim o show acaba, hora de tomar uma cerva :)

Devidamente abastecido, hora de o Sepultura tocar. Entraram no palco sem cerimônias, sem firulas, apenas caminharam e começaram a tocar, e tocaram. Alto. Bem alto. Muito alto. Muito alto mesmo. Muito alto mesmo pra caralho. Se o Angra tocou no volume sete, o pessoal da D&M caprichou e colocou o volume no 10. Meu Jesuis Cristin. E tocaram rápido, muito rápido, pareciam que estavam com dor de barriga e queriam acabar logo o show. O Derek é um animal, sua voz entrava cérebro adentro como se quisesse se tornar um pesadelo, o senhor das trevas, praticamente o predador (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência). Coitado do Andreas ao lado dele, parecia o Frodo perto de um Orc. E tocaram muitas músicas, dentre elas a maioria do que eu tocava há uns anos atrás: Chaos AD, Territory, Arise e Roots. Pirei. Aliás, parafraseando Derek: aeeeeeeeee, do caralhooooooooooooo.

Pois bem, finalizado o show, entra novamente o Megahertz e seus papos muito interessantes – para animação do Xou da Xuxa, quem sabe – e eis que, para delírio da galera, o show deve continuar sim. Entra o pessoal das duas bandas e falam no microfone “vamos fazer um Jam, não ensaiamos muito, mas vamos ver no que dá”. A galera delirou. Começaram com a Immigrant Song do Led Zeppelin, passaram para smoke on the water, Nuno destruiu nos vocais em Back in Black e finalizaram com Derek cantando Paranoid. Mas que surpresa, ele sabe cantar!

Na hora de ir embora tinha que procurar os amigos de volta. Ei você, viu um cara cabeludo de camisa preta?

Segunda pela manhã e meu ouvido ainda tá “iiiihhhhhhhhhhhh” por causa do volume do show. Fantástico! Quero minha Jackson e meu cabelo grande de volta.