sábado, 11 de julho de 2009

Momento de desintoxicação

Boa tarde pessoal, meu nome é Alexandre e sou um viciado.

A instituição para qual trabalho (faz de conta que ninguém sabe) resolveu colocar o pessoal para trabalhar: cortaram o acesso à internet. Triste, eu sei, mas a mais pura verdade. Para não dizer que cortaram todo o acesso, é possível acessar sites *.gov.br e *.jus.br. Nada de msn, nada de e-mail, nada de Twitter, nada de nada.

O primeiro dia foi assustador, aquele vazio no ar, aquela sensação de que eu tinha esquecido uma peça de roupa, ou mais precisamente um pedaço do corpo. Mas tudo bem, eu consigo vencer mais essa. Suor, calafrio e vozes do além acompanharam todo o dia e a noite foi seguida de febre e delírios.

Já no segundo dia as coisas evoluíram de forma melhor, o único problema é que na incidência de erros não havia o São Google para ajudar. Aliás, se fosse preciso traduzir uma palavra dos manuais, era necessário ligar para alguma pessoa amiga para pedir ajuda.

Mas agora até estou gostando dessa desintoxicação, estou me sentindo uma pessoa que se livrou de um estorvo, limpa por dentro. Acho que vou comprar uma barraca e viver de venda de coco na praia.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Repassando para a galera...
A banda Rockinverso é a da Juliana, namorada do André Costa.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Falta gente, sobra trabalho

Não é a primeira vez que me deparo com a situação em que falta gente para trabalhar comigo. Em pouco mais de 10 anos de trabalho (o tempo passa, o tempo voa...) só consegui indicar um amigo para um trabalho na minha área (TI). Ou falta gente interessada ou eu não tenho tantos amigos quanto deveria...


A empresa está aberta para contratar uma nova pessoa, salário bom, estrutura de apoio boa mas não há quem indicar. Todo mundo trabalhando em lugares bons (oooo coisa boa) ou enrolados demais para indicar.


Acho que a crise mundial está dentro da cabeça de cada um...

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Comer comer para melhor crescer


Este foi o almoço de hoje no shopping, sob o olhar assustado das pessoas ao redor. Não sei porque, mas todo mundo me olhava como se estivessem morrendo de fome e quisessem um pouco da minha comida. Um pratinho normal, singelo e sem muitas pretensões, afinal de contas eram quase 13hs e a comida deveria agüentar na barriga até às 16hs.

Um pouco de carboidrato (arroz, feijão, macarrão e batata), um pouco de proteína (três bifes de contra-filé mal passados*), um pouco de vitamina e minerais (alface, beterraba, cenoura...), ou seja, uma refeição balanceada, própria para uma segunda-feira. Afinal de contas, o final de semana foi meio pobre em comida e perdi 1kg em 2 dias.

* mal passado segundo o cozinheiro, pq pra mim isso era passado e muito bem passado.

O show deve continuar...






No último sábado, dia 30 de maio, rolou no Ginásio Dom Bosco o show da turnê sulamericana que o Angra e o Sepultura estão fazendo e é claro que eu não poderia perder.

Desembarcamos da “Kombi do Mal” no ginásio no final do show do Mindflow (ou algo do tipo) e, já preparado para morrer em 50 contos na entrada, eis que algo mágico acontece. Um clarão ilumina todo o céu, anjos descem ao som de trombetas e misteriosamente um convite para o show é teletransportado para o meu bolso. Isso mesmo, entrada 0800, de grátis, na faixa, free...

Pulseirinha rosa no braço (fazer o quê, pelo menos tinha acesso livre ao back stage e entrei de grátis) era hora de adentrar no “templo do rock n’ roll”, conforme descrito pelo megahertz... hauahuahauahau. Que papinho mais gay.

Sem mais tardar, Angra entra em palco conforme esperado: entra o baterista abaixado, a galera grita, entram os guitarristas tocando, a galera grita, entra o baixista, a galera grita, entra o vocalista... e a galera grita. E por ironia, a primeira música tocada se chama “Nova Era”. Hora de curtir o show de verdade, fui lá pra frente da grade... Issaê, uhuuuuu, Angra tocando e eu do lado da caixa de som. Som alto. Bem alto. Muito alto. Muito alto mesmo. O vocalista reclamava que não tinha retorno do vocal. Pô, desce aqui que você vai ouvir direitinho... huahauahua, tá louco. Tocaram várias músicas, empurra daqui, puxa dalí, suor escorrendo, uma sede danada, as costas doendo por servir de cadeirinha e até que enfim o show acaba, hora de tomar uma cerva :)

Devidamente abastecido, hora de o Sepultura tocar. Entraram no palco sem cerimônias, sem firulas, apenas caminharam e começaram a tocar, e tocaram. Alto. Bem alto. Muito alto. Muito alto mesmo. Muito alto mesmo pra caralho. Se o Angra tocou no volume sete, o pessoal da D&M caprichou e colocou o volume no 10. Meu Jesuis Cristin. E tocaram rápido, muito rápido, pareciam que estavam com dor de barriga e queriam acabar logo o show. O Derek é um animal, sua voz entrava cérebro adentro como se quisesse se tornar um pesadelo, o senhor das trevas, praticamente o predador (qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência). Coitado do Andreas ao lado dele, parecia o Frodo perto de um Orc. E tocaram muitas músicas, dentre elas a maioria do que eu tocava há uns anos atrás: Chaos AD, Territory, Arise e Roots. Pirei. Aliás, parafraseando Derek: aeeeeeeeee, do caralhooooooooooooo.

Pois bem, finalizado o show, entra novamente o Megahertz e seus papos muito interessantes – para animação do Xou da Xuxa, quem sabe – e eis que, para delírio da galera, o show deve continuar sim. Entra o pessoal das duas bandas e falam no microfone “vamos fazer um Jam, não ensaiamos muito, mas vamos ver no que dá”. A galera delirou. Começaram com a Immigrant Song do Led Zeppelin, passaram para smoke on the water, Nuno destruiu nos vocais em Back in Black e finalizaram com Derek cantando Paranoid. Mas que surpresa, ele sabe cantar!

Na hora de ir embora tinha que procurar os amigos de volta. Ei você, viu um cara cabeludo de camisa preta?

Segunda pela manhã e meu ouvido ainda tá “iiiihhhhhhhhhhhh” por causa do volume do show. Fantástico! Quero minha Jackson e meu cabelo grande de volta. 

domingo, 24 de maio de 2009

A realização de um sonho...

Eis que um dia a Diana resolve fazer aniversário (filha do Deivit, baterista de uma banda que quase montamos na juventude) e acabo conversando com um amigo dele que começou a botar pilha "lá na Motomax a Dragstar está custando... " - um certo valor atrativo, ou ainda "...tem uma Shadow a venda não sei a onde por não sei quanto...", e daí  papo vai, papo vem e um pedaço do meu FGTS acabou comprometido.

A compra

Já havia visto algumas motos à venda na internet e com o FGTS no banco chegou hora de partir pra compra. Já no dia 09 de Abril (quinta-feira, véspera de feriado e dia que o dindin entrou na conta) fui ver uma moto anunciada no site www.motos.com.br mas não gostei muito do que ví. Saí de lá e resolvi dar uma passada na MotoMax para conferir o preço de uma nova, apesar das cifras passadas pela vendedora por telefone não serem nada convidativas. Bom, lá fui eu, de Hunter 100, com calça jeans surrada - usada apenas para shows de metal, tênis futebol de salão todo sujo e uma camiseta que já deveria ter virado pano de chão...

Chegando lá, fui muito bem atendido pela vendedora Patrícia - e seus maravilhosos olhos azuis - que me fez uma outra proposta bem mais baixa que a feita pelo telefone. Já havia conseguido um valor mais baixo ainda em São Paulo, mas comprar a moto de uma loja desconhecida, depender de transportadora, etc. não estava nos meus planos. Bom, fiz minha contra-proposta e como todo vendedor, ela pediu um tempo para falar com "o gerente" e voltou dizendo: "te entrego em 15 dias, só tem vermelha". Droga, queria uma preta. Papelada preenchida mas ainda tive que ouvir um "vou fazer logo o pedido, ou você prefere aguardar até segunda?" - depois que eu fizesse a transferência do sinal... <_<

Bom, aproveitei pra olhar outras motos, dentre elas a nova MT-03 que realmente é muito bonita ao vivo e eis que, pra minha surpresa, tinha uma Drag pronta me esperando para um test drive. Ok, nem tão pronta assim, logo veio a advertência "ela não está muito boa, faz muito tempo que está parada". bom, vamos ver no que dá. 

Afogador puxado, bunda devidamente apoiada no banco e lá fui eu, batendo os pés pra tentar segurar aquele barco, ou melhor, caiaque. A sensação de virar uma moto daquelas é a mesma, e a idéia de que o chão te aguarda é constante.

Bom, alinhado na pista, hora de aproveitar, punhos pra fente, acelerar e curtir, vento no rosto e todas essas coisas que só uma custom pode oferecer, mesmo que no meio da cidade. Até que decido fazer o retorno ao lado da escola técnica e a moto simplesmente não virou... Parei no meio da curva, virei o guidão e lá fui eu terminar de fazê-la. Depois de uns minutinhos, até que deu para acostumar, curtir a viagem e sonhar com a minha chegando. O complicado foi sair dela e subir na hunter de volta, parecia que roubaram metade da moto...

Segunda lá estava eu, todo vestido de social, com o calibroso e comprovante de transferência na mão (acabara de voltar de uma entrevista de emprego) e já virei o "Sr. Alexandre". Pois bem, a partir de então era só aguardar...

Os primeiros 10kms




Ela chegou, ma-ra-vi-lho-sa, e o principal: minha, essa ninguém me tira (salvo em caso de problemas sociais...). O vermelho é mais escuro q os anteriores, puxado para um vinho, perfeito. Faixas pratas, brilhosa, linda, grande, pronta pra entrar pra família... 

Após algumas explicações do mecânico, sai eu, todo feliz, sorriso de orelha a orelha, pelas ruas de Vitória, até que, a moto morre sem mais nem menos <_<>
Tês dias se passaram, a chuva caiu, os amigos abandonaram, a viagem foi abortada e nada de andar. Bom, pelo menos é minha, tá na minha garagem e com apenas 10kms rodados...


* SAP é uma empresa que desenvolve sistemas como ERP, BI, SCM, etc. A academia leva 5 semanas com um total de cerca de 3.000 páginas de material em inglês. A certificação é válida mundialmente, são duas provas (juntas), sendo uma do próprio SAP e outra de banco de dados (no meu caso Oracle). Deve-se tirar 70% em ambas as provas.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sim, valeu (muito) a pena

O início de 2009 foi meio complicado. Apesar do excelente reveilon em Itaúnas e algumas histórias inusitadas para contar - vou tentar descrever aqui mais tarde, o meu horizonte profissional parecia mais uma mar em calmaria: você vê longe, mas não tem nada...

Depois de 25 anos de estudo - ensino fundamental, médio, faculdade, pós-graduação, academia e certificação SAP*, inglês e otras cositas más, estar desempregado em uma cidade fechada como Vitória se tornou algo bastante indigesto, apesar dos longos quatro meses que tive para digerir isso. Algumas vagas apareceram, mas em geral cargos bastante técnicos, e como não estudei muito para me submeter ao salário de técnico pago por aqui - sem ofensas, a vida começou a não fazer tanto sentido. Você estuda, rala, se qualifica, se profissionaliza... para o que vale a pena para as "empresinhas" ser o salário mais baixo. E para completar, nem demitido fui, visto que a empresa não tinha dinheiro sequer para me demitir, mas após uma negociação com a empresa nos moldes "não muito o que agente espera que aconteça", em abril finalmente consegui pegar meu FGTS e entrar com o pedido do seguro desespero.

Pois bem, quando tudo parecia mal (e realmente estava), consegui realizar meu último sonho de consumo: comprei a minha moto Dragstar. Aliás, sonho nada, estava acima das minhas espectativas e, olhando pra trás e pensando bem, consegui tudo o que queria (e um pouco mais até) graças a tudo isso (e um pouco de sorte): meu calibra, meu AP e minha moto custom.

Não sou um consumista exacerbado (ou pelo menos tento não ser), não é questão de roupas caras, sapatos chiques ou outros bens não duráveis. São sonhos de infância ou adolescência que vão me acompanhar por muito tempo. São bens que usarei todo dia e que me trarão felicidade constante. Tá, comprei porquê quis, o dinheiro é meu e gasto como eu quiser, não vou levar pro túmulo mesmo... :P

Além disso, para minha felicidade, um ex funcionário da empresa me convidou para trabalhar na empresa dele (que ironia), onde poderei usar o conhecimento adquirido, além de ter um horizonte idealizado e bastantes desafios pela frete. Até a novidade de trabalhar de terno e gravata vou ter!

Com isso volto a falar o que dizia: trabalhe bastante, estude mais ainda e sonhe alto, se eu consegui, você também consegue. Uma hora você vai ser valorizado por isso e as coisas começarão a fazer sentido.

O único problema é que agora só sobrou casar e ter filhos...