domingo, 31 de agosto de 2014

Indo para Lima (dia 1)

Preferi esticar um pouco o relato incluindo o próprio voo, pois encontrei algumas situações interessantes. Se você já está calejado de viajar para fora do Brasil, pode ser interessante pular direto ao passeio pela cidade.

Embarque internacional


A reforma (até então ainda em andamento) do aeroporto de Guarulhos deixou as coisas mais confusas, então é melhor cumprir com as duas horas de antecedência. O balcão de despacho da TAM fica numa ponta e o embarque, avisado como Terminal 1, fica no outro extremo. Porém, contudo, todavia, o trâmite aduaneiro e de passaportes é realizado no Terminal 2, então provavelmente você terá que entrar neste terminal e então acessar o seu portão.

Uma vez no terminal 2, não se assuste se você tiver a vontade de quebrar o vidro que separa o Terminal 2 do 1 para conseguir o acesso, a entrada é realmente obscura. Volte até perto da entrada e você verá uma escada esquisita com uma plaquinha do tamanho do seu polegar indicando o caminho certo.

Quanto ao Dutty Free uma dica é: anote os preços e, se for o caso, deixe pra comprar na volta. Os poucos itens que comparei (bebidas) custavam o mesmo preço em Lima (com 18% de impostos) e no Dutty Free. Interessante, né?

O voo Tam x Lima


Se você não estiver em horário de verão, a diferença de fuso horário é de duas horas para menos em Lima. Dessa forma o voo não são apenas as 04hrs e pouco que o bilhete mostra, mas sim seis horas e meia (fora os atrasos). Os aviões são os Aribus 320 e Boings 737 comuns dos voos internos, a diferença é que existe também a classe executiva. Se você não voar assim, espere todo o tipo de desconforto tradicional dos voos domésticos.

Leve a bordo tablet, jogos, livros, MP3 player ou qualquer entretenimento de sua preferência, pois a revistinha do voo demorará apenas a primeira hora para ser devorada. Também leve consigo água e comida, pois o serviço de bordo é terrível. Viajei de TAM e o lanchinho era um mero pão “amassagado” com queijo e presunto e refrigerante/suco. Acabou, não há mais serviço e também não há opção de comprar comida, como na Gol.

Recomendações na hora da compra da passagem/check in:
  • Escolher um lugar na janela do lado direito da aeronave: as paisagens são mais bonitas desse lado;
  • Caso voe de TAM, já reparei que o espaço para as pernas após a fileira 17 é um pouco melhor que nas fileiras mais à frente; e
  • Mais uma dica válida para quem voa de TAM: solicitar o lanche vegetariano. Esse lanche é composto por batata, capeletti e outra coisa não identificada, minha vizinha da Nova Zelândia não estava muito animada em conversar comigo. Mas de qualquer jeito o lanche me pareceu muito mais interessante que o comum.



O voo não é reto rumo à lima, ele faz uma curva pela Bolívia. Dessa forma, além dos Andes, há uma linda visão do lago Titikaka, garante uma boa dose de diversão e gera expectativas. Como Lima é uma cidade com clima nublado praticamente o ano inteiro, nas proximidades é possível ver um mar de nuvens com os Andes ao fundo. Sem dúvidas uma visão que não temos por aqui.

A chegada em Lima


Após atravessar uma massa de nuvens, a cidade não encanta de primeiro. A minha primeira lembrança é das reportagens de guerras árabes, onde sobrevoam aquelas cidades no meio do deserto, só que sem o sol. Preconceitos à parte, a primeira visão quando o avião chegou no pátio foi positiva: até os tratores de serviço são movidos a gás natural, o que ajuda a não poluir o ambiente. Posteriormente um taxista me avisou que o governo incentiva o uso de gás natural nos veículos, também como forma de contenção de poluentes.


O aeroporto é pequeno, então sem muita caminhada você já está carimbando o passaporte e rumando ao estacionamento atrás de um taxi. Uma dica muito importante é não trocar o dinheiro no desembarque, pois, além de uma taxa bem ruim (2,61 contra 2,76 na cidade), ainda cobram uma taxa de serviço de US$ 5,00. Leve um pouco de dólares trocados para o taxi e deixe o restante para trocar na cidade.

A saída do aeroporto é uma luta. A área é muito pequena e há muitos carros estacionados, taxistas catando passageiros, motoristas de vans esperando grupos e por aí vai. Pare, respire e se acostume, isso é Lima.

Antes de deixar sequer o taxista pegar sua mala, negocie o preço. O primeiro valor de corrida até o bairro Miraflores foi de US$ 35 e consegui baixar para US$ 25, mesmo achando este preço elevado, topei a corrida. Todos os blogs que achei datavam de 2011, então os preços em soles estavam totalmente defasados. Mas, como sou um cara muito legal, grave esse cálculo: uma corrida do hotel até o aeroporto eram s/ 45 soles, o que dá US$ 16,30. Ou seja, tente fechar até US$ 20,00.

Hospedando-se em São Paulo (dia 0)

Para aqueles que, como eu, não moram em São Paulo, Rio de Janeiro ou Rio Grande do Sul (até então as únicas cidades com voos diretos), uma boa opção é não perder o primeiro dia de viagem fazendo todos os voos (seu lugar X São Paulo X Lima), liberando assim pelo menos uma tarde para aproveitar o país novo. Pegue um voo tarde da noite a partir da sua cidade e um voo para Lima logo cedo, fazendo um pernoite na cidade. Dessa forma essa primeira perna pode ser feita após o seu trabalho.

Caso você compre todos os trechos com a mesma companhia aérea, cuidado que a mala despachada irá dormir no aeroporto e irá direto a Lima. Então escolha uma mala e cadeados bem resistentes e carregue consigo escova de dente, sabonete, remédios e outras coisas que você precisará na primeira noite (sim, eu normalmente despacho isso e me dei mal).

Hospedagem


Meu local de hospedagem em Guarulhos foi o Hotel Ibis, uma vez que tenho pontuação suficiente para uma hospedagem gratuita, mas, se você não tem essa vida boa como eu, continua sendo um hotel razoável a preços convidativos. Outro barato é o café da manhã sendo servido a partir das 04:00hs, então dá para garantir viajar com a barriga cheia.

A surpresa veio no taxi do aeroporto, mais caro que na cidade de São Paulo e tabelado. Um translado até o hotel saia a impressionantes R$ 48 reais pela tabela. Perguntei ao taxista se era isso mesmo e ele disse que essa corrida no taxímetro saia por volta de R$ 35. Acordamos que a corrida seria feita dessa forma e, claro, ele “errou” o caminho e já estava pulando para mais de R$ 50 quando percebi e perguntei do que se tratava. Aí veio o tal “tô acostumado a levar gente pra capital” e tive que morrer nos R$ 48 mesmo. Vivendo e aprendendo.

Uma boa dica aprendida posteriormente é que existe um ônibus de translado ao IBIS e Mercure pela bagatela de R$ 5 (isso, cinco reais), que sai do Terminal 2 até esses hotéis, e vice versa, a cada uma hora.

domingo, 3 de agosto de 2014

Peru e Bolívia – A preparação

E aí pessoal, tudo bem?

Segue o histórico do que fiz no Peru e Bolívia, locais, dicas, erros, acertos, etc. As cidades visitadas foram: Lima, Cusco, Águas Calientes/Machu Picchu City, Puno, La Paz e Cochabamba.

A viagem rolou de 12 a 29 de Junho de 2014, então os preços em reais, soles ou bolivianos podem não refletir necessariamente os valores atuais. Usar como base dólares é bem mais interessante para cálculo.

Também vou fazer essa página de índice, então todos os posts referentes estarão relacionados no final dessa página.

Meus favoritos


Essas são as principais páginas que pesquisei sobre a viagem e, claro, dentro delas tem links e mais links para diversas outras páginas, então leitura é que não vai faltar:

  • Condor Travel: não utilizei a agência, mas achei bastante interessante os pacotes direcionados a interesses, são muito úteis na hora de montar os roteiros;
  • Peru no Viaje Sim: boa referência para roteiros e locais a visitar, mais orientados a casais. Destaque para o post do passeio de bicicleta, que foi zenzazional;
  • Viaje na Viagem: sempre o primeiro lugar que pesquiso minhas viagens;
  • Sunday Cooks: mais referências, mais, mais, mais;
  • Idas e vindas: ajudou bastante na parte sul do Peru e norte da Bolivia (sim, o índice está no viaje na viagem);
  • Dividindo a bagagem: não li todos os posts, apenas pincelei os que precisei;
  • Peru Rail: para compra dos tickets do trem;
  • Turismo Mer: uma das melhores empresas que já fui cliente.


Fico devendo favoritos para a Bolívia, mas você pode encontrar muitas coisas nos links acima. Vou relacionar o que fiz e deixar uma boa indicação de agência de turismo.

Como ir


Basicamente existem três formas de ir:

  • Avião (lógico);
  • Trem da morte, saindo da divisa do Brasil com Bolívia, mais precisamente da cidade de Puerto Quijarro e chegando em Santa Cruz de la Sierra (ou o contrário); ou
  • Carro/moto por conta própria.

Como tenho milhas no cartão de crédito e no multiplus, não preciso nem dizer qual foi minha escolha. Viajar de graça é sempre bom... hehehehe.

Para ter uma base de cálculo: saindo numa quinta e voltando num domingo, na abertura da copa, ida e volta para o Peru foram necessários 38.000 pontos mais R$ 201,00 de taxas de aeroportos. Como mudei a passagem para retorno por Santa Cruz, esse valor foi extornado e a nova conta passou a ser 25.000 milhas (sim, Bolívia é muitíssimo mais barato para tudo).

Vale ressaltar que nem a TAM, nem a GOL operam (ou, pelo menos, operavam nessa viagem) a partir de La Paz e um voo via LAN custa muito mais que voo La Paz > Santa Cruz + um voo Santa Cruz > Brasil. Dessa forma, que tal colocar mais uma cidade no roteiro? :)

Outra coisa importante é poder pegar uma escala de um dia inteiro em Assunção, e com isso fazer mais uma passagem.

Quanto tempo ficar


Quanto tempo ficar no Peru? Pergunta difícil, por mim ficaria uns 2 anos só em Lima, de tanto que gostei da cidade e do povo de lá, mas de dois a três dias em cada cidade é o suficiente para fazer o turismo básico. Por outro lado, mais que três dias em cidades pequenas (como Cusco e Puno) parecem desnecessários.

Quanto à Bolívia, não tive exatamente boas experiências lá, então vou deixar apenas para passar meus relatos.

Qual moeda levar


Comprei dólares no Brasil a R$ 2,37, já que, até onde eu saiba, é a moeda mais aceita e isso dá uma confiança maior. Porém, como os brasileiros estão dominando o mundo, o real é bem aceito por estes países. Sem delongas, vamos aos cálculos...

Peru:

  • Um dólar em dinheiro comprou em média 2,78 soles, o que dá basicamente R$ 1,00 = s./ 1,17;
  • Um real em dinheiro comprou em média 1,13 soles;
  • Um dólar no cartão de crédito pagou em média 2,75 soles, a um custo de 2,25 reais + os 6% de IOF, o que, pelos cálculos impróprios para essa hora da noite, dá basicamente R$ 1,00 = s./ 1,15; e
  • Um nuevo sol no cartão custou em média R$ 0,805 + 6% de IOF, o que, transformando de lá pra cá, R$ 1,00 = s./1,17. O triste é fazer esse cálculo sem IOF e o cartão indicar s./ 1,24... ô dona Dilma, ajuda eu!


Falar em centavos parece pouco, mas, para cada US$ 1000,00 gastos, dá uma diferença de 40 soles, o que já é uma corrida de taxi bastante razoável (não, não sou descendente de turco).

Bolívia:

  • Um dólar em dinheiro comprou em média 6,85 bolivianos, o que dá basicamente R$ 1,00 = 2,82 Bs;
  • Um real em dinheiro comprou em média 2,40 bolivianos;
  • Fico devendo a conversão de dólares no cartão, porque isso não rolou; e
  • Um boliviano no cartão custou em média R$ 0,327 + 6% de IOF, o que, transformando de lá pra cá, R$ 1,00 = 2,88 bs.


Uma observação importantíssima é que nem todos os lugares no Peru aceitam cartão e, se aceitarem, empurram os 5% cobrados para você. Então se algo custa US$ 10,00, será passado US$ 10,50 no seu cartão, e isso muda bastante a regra do jogo quando se pensa em usar cartão de crédito. Já na Bolívia pouquíssimos lugares aceitam cartão, então é importante ter cash disponível ou peneirar lugares mais caros e que aceitem cartão (que foi o meu caso e, novamente, os 5% são passados para você).

Outras postagens


segunda-feira, 21 de julho de 2014

Vamos hacer los chicos felices!


Essa é uma história daquelas que uma (quase) simples situação muda completamente a forma de pensar e torna a vida com mais sentido.

Muito tinha lido sobre passeios e lugares a conhecer em Lima, mas pouco encontrei sobre o povo que ali habita, seu jeito de ser, convenções ou informações que pudessem fazer um estereótipo do que me esperaria. Algumas poucas pessoas com quem conversei pintaram cenários negativos como pobreza, indiferença e até má educação. Como ainda era o meu primeiro dia, a postura de “turista neutro” – apesar de não gostar disso – me parecia ser a melhor ideia até sair das catacumbas da Basílica e Convento de São Francisco de Assis, quando me ocorreu a história abaixo.

Estava eu em uma ruazinha muito charmosa (Jirón Carabaya) atrás do Palácio do Governo, tirando algumas fotos do local quando, após guardar a câmera, três estudantes se aproximam, todas encolhidas de vergonha, e perguntam:

- Hola, hablas español?

- Si, claro – respondo eu. Coitadas para entender meu espanhol…

- Podemos sacar una foto con usted?

-- Pausa: nessa hora parei para analisar a situação: três garotas entre 10 e 12 anos pedindo para tirar uma foto comigo? Parece estranho...

- Ah, quieren que yo saque una foto de ustedes, es esto? – pergunto, parecia o mais sensato, talvez tenha visto eu com a câmera grande e imaginado, quem sabe, que eu saiba tirar fotos...

- Noooooo – responde a chica – nosotras queremos sacar una foto CON usted.

-- Mais uma pausa: algo muito estranho e incomum isso, mas, como havia um policial devidamente armado 
próximo do local, vamos lá...

- Si, está bien – respondo eu. Pero puedo preguntá el porque?

- Porque es hermooooooso!

Tá, me tapeia que eu gosto. Mas, enfim, vou eu tirar foto com uma das três, com a segunda das três, com a terceira das três, com a primeira de novo, com a quarta, com a quinta... Espera aí! É uma espécie de Gremilin essa turma, só que se multiplicam com fotos?

Enfim, no início fiquei um pouco apreensivo com a situação de estar rodeado de crianças, mas, como o guarda via tudo isso e ria bastante, aproveitei para tirar muitas, muitas, muitas fotos e conversar com a molecada. Achei muito interessante como elas são encantadas por estrangeiros, principalmente os europeus (me perguntaram se eu era francês) e com essa coisa de viajar o mundo.

Bom, depois de abraçar muitos chicos y chicas e fazer todas as poses possíveis e imagináveis, pedi a todos que se juntassem para uma foto. O mais interessante foi que todos fizeram essas duas filas sem briga e sem eu precisar intervir. Tirei a câmera da mochila, coloquei no tripé e depois de um “aaaaaaaaaahhhhhhhhhh” da turma, está aí o resultado.

Quanto tempo fiquei ali? Uns 40 minutos, uma hora? Não sei. Só sei que, mais que uma foto, foi o desligamento da minha mente e a abertura do meu coração para esse país que me conquistou. Depois disso percebi como as pessoas são amáveis e simpáticas e tudo é mais simples e com mais amor. Lição aprendida: não use as palavras dos outros como um escudo seu, mas sim como um chão mais firme para caminhar em busca dos seus ideais.


Bom, enfim, larguei as crianças lá, fiz sinal para o guarda “o que posso fazer?” e ele me respondeu rindo “não há o que fazer” e vou, eu com sorriso na cara, curtir a melhor viagem da minha vida – pelo menos até então.

domingo, 9 de março de 2014

Serra do Caparaó



A região da Serra do Caparaó está localizada na divisa entre o Espírito Santo e Minas Gerais e abrange, dentre vários pontos turísticos, o Parque Nacional do Caparaó e o Pico da Bandeira, terceiro maior pico brasileiro com 2.892 metros de altitude.

Para quem pensa que ir pra região é programa de quem gosta de acampar, passar frio e caminhar muito se engana. A região conta com cachoeiras de fácil acesso, restaurantes e pousadas que oferecem toda a comodidade para que se possa gozar de alguns dias merecidos de descanso.

Como chegar?



Existem basicamente dois acessos à região, uma via BR-262, entrando à esquerda depois de Ibatiba, sentido Iúna (caminho mais rápido) ou via Alegre ? Dores do Rio Preto (caminho mais fácil).

O que fazer?



Cachoeiras, cachoeiras e mais cachoeiras: são cerca de duzentas. Caminhada para quem gosta, produtos orgânicos e muita comida caseira. Tem coisa melhor?

O Parque Nacional do Caparaó oferece além do Pico da Bandeira (e outros quatro picos) muitas cachoeiras, sendo a maioria de fácil acesso e uma natureza exuberante, mas vale uma dica: vá de carro. Para quem vai de moto (como foi o meu caso), a moto deve ficar na entrada do parque e aí são quase 4kms de subida íngreme.

Saindo do parque, vale a pena parar na Dona Sebastinada para comer um almoço reforçado. Mesmo que ela diga “só tem um cadin de cumida”, vá na fé, você vai comer até ter uma congestão.

Para quem gosta de cachoeiras, além das do parque vale a pena conhecer a Cachoeira Alta (dentro da Pousada Águas do Caparaó) e a Cachoeira do Granito (um piscinão que dá pra nadar e ficar de molho).

Vale a pena também passar na Tecnotruta, um criadouro de trutas em que se come uma comida gostosa e pode-se fazer um esquema pesque-pague, onde eles te entregam um isopor com gelo para transporte.

Onde ficar?



Recomendo ficar na Pousada Águas do Caparaó. Não é um resort em plena selva, mas a pousada conta com 7 chalés que contém uma cama de casal e tv no segundo andar, 2 camas de solteiro, banheiro e frigobar no primeiro, além da indispensável rede na varanda.

A pousada peca na falta de armários no quarto, porém as cachoeiras internas e a comida valem muito a pena. Tive o prazer de tomar um café da manhã com lichia e maracujá-doce, colhido diretamente da Mata Atlântica. Além disso, feijão e hortaliças colhidas diretamente na propriedade (sem agrotóxicos), café e mel da região e a comida bem caseira justificam qualquer esforço para chegar lá.

Resumo



O lugar é lindo e com aquele ar de “roça”, bom pra descansar e curtir a natureza, seja fazendo caminhadas no meio do mato ou tomando banho em águas cristalinas. As estradas são normalmente asfaltadas e em boas condições, ficando apenas uma observação para quem tem moto: o asfalto pode derreter e fazer você escorregar. Isso mesmo, derreter.

Não sei se na ânsia para ganhar votos ou na falta de fiscalização, as estradas feitas pelo Sr. Casagrande simplesmente derretem, fazendo pequenas corredeiras de piche. Basta topar com uma poça dessas no meio duma curva e imagine o que pode acontecer...

Outra dica fica quanto ao clima. Mesmo no verão, enquanto Vitória desfrutava de 28°C durante a noite e uma seca de mais de um mês, dormia eu de cobertor e o pessoal do acampamento do parque fugia das barracas debaixo de uma tempestade violenta e frio de 4 graus. Isso mesmo, quatro graus.

domingo, 16 de dezembro de 2012

Argentina, a preparação

La puente

Atendendo aos pedidos gerais, segue meu passo a passo na Argentina, principalmente Buenos Aires, que é o destino da turma toda. Rosario e Ushuaia vou postar as principais considerações e fico devendo Mendoza. Ou melhor, as Aerolineas Argentinas ficam nos devendo Mendoza...

O que fazer


Como não fui a primeira pessoa a ir para Buenos Aires, não é difícil encontrar milhares de sites indicando opções do tipo “deve fazer” e do tipo “não deve fazer”. E é claro, quanto mais se lê e mais se pesquisa, mais confuso se fica, pois algumas pessoas vão gostar mais de uma coisa do que de outra.

Como minha ideia não era fazer o máximo de programas turísticos no menor tempo possível, e sim aproveitar a viagem e relaxar um pouco, deixo como recomendação o site “Viaje na Viagem”, principalmente o artigo “Primeira viagem a Buenos Aires: um roteiro completo”. Esse artigo é do início de 2012, mas é atualizado com frequência.

Calma, não se desespere, vou postando o que fiz, onde comi e, é claro, minhas dicas e opiniões. Também vou colocar o preço das coisas em pesos argentinos e dólares segundo a cotação oficial. Veja mais abaixo detalhes da grana.

Onde Dormir


Um site que recomendo fortemente para busca de hospedagem é o booking.com, principalmente a parte de comentários de quem já se hospedou no hotel/hostel. As hospedagens foram:

  • Buenos Aires: como o Hostel Suites Florida estava cheio (uma turma do mochileiros estava indo pra lá e fiquei sem vaga), acabei por indicação fechando com o Milhouse Avenue e não me arrependi. Segundo o cara da recepção é considerado o melhor hostel do mundo (como fazem essas pesquisas eu não sei), fica localizado no centro, tem atividades turísticas e de cultura diárias (culinária, museus, tango, etc.), tem festa todos os dias (nesse ou no outro Milhouse a 2 quadras dali), mesa de sinuca, etc. Mais que recomendado, quero voltar lá. Por um custo de AR$ 60,00 (US$ 13,00) oferece quarto para oito (homens) ou seis (mulheres) pessoas com banheiro privativo, um café da manhã meio sem vergonha e lockers que cabem até você lá dentro, impressionante o tamanho. O quente aqui é a interação, todo mundo fala com todo mundo, todos amáveis, carismáticos... ótimo para se fazer amizade. Pode viajar sozinho que vale a pena.
  • Rosario: fiquei inicialmente hospedado no Hostel Imara (na quadra da casa do meu tio), mas, sinceramente, não recomendo. É próximo das praias da La Florida (praias e badalações no verão), mas longe dos principais pontos turísticos e boites. O hostel é uma casa adaptada, então os quartos são minúsculos, não tem lockers e a limpeza deixou muito a desejar (do tipo achar uma barata morta no quarto e ela ficar ali por dois dias). Não bastasse tudo isso, o hostel foi reservado com bastante antecedência e isso não impediu que o proprietário marcasse com outro grupo e literalmente nos expulsasse do quarto. Sem crise, hora de escolher outro hostel e, meio que por falta de opções dado ser um “fin de semana largo”, fiquei no La Casona e Don Jaime (não o do site, mas o outro, que fica na Rocca entre a San Luiz e San Ruan). Hostel bem rastafari, quarto para 8 pessoas (AR$ 90,00 / US$ 19,00), banheiro coletivo, café da manhã bem simples e lockers de tamanho descente. Bastante coisas pra fazer (não precisa comprar os pacotes do hostel, na hora das baladas você consegue de graça), pessoal amável e pode fumar maconha dentro do hostel (fora dos quartos).
  • Ushuaia: achei que tinha mandado bem escolhendo um hostel no centro, mas depois percebi que Ushuaia só tem centro... hahahaha. É difícil alguma coisa ser longe nesse lugar. O hostel escolhido foi o Antarctica Hostel, limpinho, organizado, pessoal da recepção sempre disponível para ajudar e com lavanderia por AR$ 25,00 (US$ 5,32). Por AR$ 100,00 ou US$ 21,00 a diária em quarto para 8 pessoas, oferece banheiro compartilhado e café da manhã e uma cozinha enorme, salvando grana para o turismo por aí. Recomendo.


Quanto e como levar


A Argentina é meio esquisita para consumo. Lá nem todos os lugares aceitam cartão e isso vale tanto para aquela lojinha pequena quanto para um boite, então é melhor estar preparado. Dinheiro vivo (sejam dólares, reais ou pesos argentinos) pode te salvar, além de conseguir descontos pra lá de 10% (vale a pena perguntar “quanto en efectivo?”).

Outra coisa que você vai ouvir por aí é “tudo lá é muito mais barato”. Cuidado, nem tudo, principalmente comida. Você dificilmente terá uma boa refeição por menos que AR$ 100,00 (US$ 21) e, mesmo nos restaurantes do tipo “tenedor libre” (buffet: paga um valor e come a vontade) uma refeição, um suco e os 10% de gorjeta não saem por menos de AR$ 80,00 (US$ 17). Palavras de argentino que trabalha comigo: comer no Brasil frequentemente é mais barato.

Um pouco antes de ir, todo mundo falava “traga dólares”, uma vez que, com a restrição do governo argentino à compra da moeda do Tio San, o “mercado negro” estava bem aquecido. Eu comprei pela Confidence Câmbio um cartão de débito (único que achei que se carrega direto em pesos argentinos, sem a necessidade de taxas de conversão), gastando 15 reais para confecção do cartão, como uma forma de salvaguarda caso fosse assaltado ou precisasse de mais dinheiro.

Caso seu banco tenha algum cartão de débito internacional, você está bem feito e essa vai ser sua opção primária. Itaú, HSBC e Unibanco até essa data eram os que permitiam você comprar “cositas” usando o débito. Com isso você paga 0,38% de IOF e câmbio oficial. Caso contrário, bom, aí começam os cálculos:
  • Pelo cartão da Confidence ou compra de pesos em casas de câmbio, R$ 1,00 dava pra comprar AR$ 2,00 e ponto final;
  • Em dólares, precisava de R$ 2,16 para comprar US$ 1,00, o que poderia ser trocado por valores entre AR$ 4,70 (câmbio oficial), AR$ 5,00 no Ushuaia, até AR$ 6,30 em Buenos Aires. Isso dá valores de AR$ 2,18, AR$ 2,31 e AR$ 2,92 por real gasto; O real em moeda era trocado por valores entre AR$ 2,30 a AR$ 2,50, podendo chegar a AR$ 2,70 em algumas ocasiões;
  • Pelo cartão de crédito o peso estava R$ 0,43 que, com IOF de 6,38%, representava AR$ 2,19 para cada real. Nem tão ruim como disseram né?


O Travel Card se mostrou a pior opção, já que, além da pior taxa e o custo de confecção, não garantia o desconto nas lojas. Levar reais em espécie se mostrou uma boa alternativa, caso você não tenha tempo de ir às casas de câmbio antes de viajar.

Sempre, sempre, sempre cuidado com notas falsas. Não só com as de AR$ 100,00, mas já tive conhecidos recebendo notas de AR$ 20,00, isso mesmo, vinte pesos. Tudo bem que o prejuízo é menor, mas é bom sempre ficar ligado, como verificar a marca d’água, o número brilhoso, etc.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Terrazas de los Andes Malbec Reserva 2009


O que eles dizem


Expressa aromas de flores de violeta recém espremidas que envolvem um profundo núcleo de compotas de conservas e ameixas maduras típicas da região Vistalba em Mendoza. Ao paladar contém notas picantes de violeta e grafite, seguido por bocados de cerejas secas e frutas frescas. O palato médio dá lugar a taninos em pó e um acabamento delicado de infusão de ervas, que aumenta a complexidade.

Escuro e ameixa, cereja preta suculenta, picante e quente; exuberância de violetas, especiarias e juvenil. Atrevido e brilante, com bom comprimento.

Temperatura: 15ºC.

Graduação alcoólica: 14,4%.

Harmonização: Churrasco, javali assado com pulenta cremosa, carne de panela, espaguete a carbonara e queijos maduros.

Valor de mercado: R$ 73,00.

O que o rótulo diz



Terrazas de los Andes elabora seus vinhos com uvas cultivadas a altura ideal, na qual cada variedade desenvolve a máxima expressão de aromas e sabores.

As uvas com que se elabora o Terrazas Reserva Malbec provêm de vinhedos especialmente cuidados nos melhores distritos de Mendoza, a 1067 metros de altitude em relação ao nível do mar.

Vinhedo: solo pouco profundo, franco-arenoso e muito permeável. Grande amplitude térmica (15ºC). Vinhedos irrigados por sistema tradicional.

Maturação: 12 meses em 80% de carvalho francês e 20% de carvalho americano, 30% novos.

Cor: vermelho-violeta muito intenso e escuro.

Aroma: muito frutado, cerejas negras, ginjas, ameixas e uvas passas juntamente com baunilha, caramelho e tostado definem um conjunto muito complexo. Sobressaem as notas florais de violetas.

Sabor: seu grande corpo e estrutura e os taninos também maduros coferem um carater jovem e suave. Nele se reconhece seu volume, oleosidade e um grande potencial de guarda.

O que eu digo



O que eu posso dizer sobre o melhor vinho que já bebi até então?

Recebi essa garrafa de presente do meu tio Carlos, em recente viagem à Argentina e, diferentemente do executado na garrafa ganha dos meus pais - a qual ficou 30 dias repousando para que o vinho desestressasse – essa a curiosidade falou mais alta e resolvi abrir a criança, acompanhando queijos e embutidos também presenteados, dessa vez pelos meus primos.

O vinho é tão encorpado que chega a ser grosso, com um sabor forte e de presença. Mesmo comendo queijos fortes, o sabor do vinho se sobressai em cada golada e continua na boca um tempo depois. Os taninos não são tão agressivos e o sabor de frutas vermelhas e flores se sobressai bastante, tornando a degustação uma atividade maravilhosa. Mais que recomendado, esse é do tipo que se deve tomar.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fui para a Argentina e me apaixonei...

... pelo Uruguay.

Admito que esse início pode causar muitas contorçōes de lábios, mas é a realidade. Estou voltando de Colonia del Sacramento com aquela sensação de curiosidade de como deve ser o restante do Uruguay. Cidade linda, bem organizada e pessoal amável. Não é a toa que ela está no roteiro sugerido para Buenos Aires.

Muitos a chamam de a Paraty do Uruguai. Não conheço essa cidade, mas para os cariocas compararem algo deles com algo dos outros, imagina a qualidade...

Quero voltar, um casal gaúcho chegou hoje de moto e pirei na hipótese. Mas dessa vez no frio, até porque estou parecendo um Hot Toasted Potato.

Vontando da viagem post dedicado para ela.

domingo, 11 de novembro de 2012

Santa Carolina 2011 Reservado


O que eles dizem


Cor: De vermelho rubi intenso
Aroma: Tem aroma de cereja, chocolate e especiarias.
Paladar: Na boca tem grande corpo, com um balanço perfeito entre a fruta e a madeira, de equilibrados e suaves taninos e final longo. É um vinho complexo e elegante.

Temperatura: 18 a 20o.

Graduação alcoólica: 12,5%.

Harmonização: carmes vermelhas e queijos maduros.

Valor de mercado: R$ 20,00.

O que o rótulo diz



Esse Reservado é um perfeito representande do clássico e prestigioso Cabernet Suavignon chileno. Este vinho jovem, de intensos aromas frutais e de deliciosos sabores possui suaves taninos e uma boa textura aveludado.

O que eu digo



Um vinho honesto para essa faixa de preço, ainda mais depois que nossa querida “presidenta”da República Federativa do Brasil sil sil decidiu aumentar o imposto de importação para vinhos, de forma a “proteger” a indústria de vinhos nacionais.

Controvérsias à parte, para quem curte vinhos da Concha y Toro, principalmente o Casillero del Diablo vale a pena dar uma conferida nesse exemplar. Para quem não conhece, recomendo a experiência de forma descompromissada, não será a melhor experiência da vida mas pode ter certeza que não ficará devendo.

Cacilda 2009 Grand Reserva

O que eles dizem


Vermelho intenso com matizes violeta. Aromas de cassis intenso, cereja e leve amora doce, a barrica lhe transfere aromas de caramelo, baunilha, avelãs e um final de chocolate. Na boca taninos sedosos e firmes ao mesmo tempo, apresenta boa complexidade e estrutura que se manifestam em um persistente e agradável final.

Temperatura: 16 a 17o.

Graduação alcoólica: 13,5%.

Harmonização: ideal para acompanhar carnes, suína ou bovina, assadas e pasta com queijo fresco.

Valor de mercado: R$ 54,00.

O que o rótulo diz


Nosso principal vinho Gran Reserva é feito de uma mistura de Cabernet Suavignon e Camérnère. Todas as frutas vem de nossa propriedade Villa Alegre no coração do Vale do Maule, onde os solos são especiais e rasos e produzem oito toneladas por hectare. Este é um vinho intenso e complexo, com aromas de pimenta, frutas negras, pimentas vermelhas e avelã. Na boca tem uma boa estrutura, com taninos firmes.

O que eu digo


Mais um vinho da Sociedade da Mesa e muito bom por sinal, esse vinho é um Cabernet Suavignon – o que significa um vinho sólido, com presença e sabor – com 30% de Carmenère, o que corta um pouco daquele tanino ultra avantajado que um 100% Cabernet Suavignon oferece.

Se a ideia é servir uma carne ou queijos fortes, esse vinho se torna uma boa pedida para aqueles que não querem errar na pedida mas ao mesmo tempo não ainda não desenvolveram um gosto especial por vinhos mais "pesados".

Resumindo: se vai chamar a menina para fazer um agrado e está com medo de exagerar no estalo da língua, pode escolher esse vinho.

sábado, 3 de novembro de 2012

Escolhendo um bom vinho



Não sei porque as pessoas sempre me perguntam “qual vinho é bom?” ou “qual vinho eu escolho?” esperando que eu vá recomendar algo que mude a vida delas. Sinceramente, não sou enólogo, mas sim partidário da frase “a ignorância é a razão da felicidade” para assuntos relacionados ao vinho. Faço questão de manter meus conhecimentos ao mínimo possível apenas para tentar evitar resultados trágicos. Explicando melhor: em geral, uma coisa quanto mais preparada, mais elaborada, mais trabalhada e que agrade mais aos sentidos normalmente é mais cara. E com o vinho não seria diferente.

Você começa tomando vinhos de R$ 15,00 reais já reclamando do preço e então decide experimentar vinhos do dobro do preço e acha bem melhor. Daqui a pouco está gastando mais de cinquenta reais na garrafa e já reclama que aquele “Concha y Toro” de trinta reais não faz parte mais do seu gosto. Culpa da “Sociedade da Mesa” – devo fazer um post sobre isso em breve.

Entretanto, mesmo dizendo isso as pessoas continuam falando “seu ruim” quando não falo exatamente o que elas devem fazer, vou fazer uma série de posts com minhas dicas e experiências.

Escolhendo a uva


Em primeiro lugar é necessário entender que o vinho não é um copo de cerveja: é uma bebida mais fina, mais preparada e com mais “variáveis”. Dessa forma, antes de perguntar “qual vinho?” devemos perguntar “qual comida?”.

Dependendo da comida um tipo de uva vai se sair melhor que outra. Não adianta comer aquela carne vermelha com um Pinnot Noir que vai parecer suco de uva, da mesma forma comer um peixe grelhado com um Cabernet Suavignon você não vai nem sentir o gosto do peixe. Ok, milhares de “enólogos” vão atirar pedras em mim depois dessa frase, mas para quem se inicia na área seguir algumas dicas “padrões de mercado” ajuda. Na internet existem milhares de sites mostrando os melhores tipos e uva para determinados pratos e o rótulo do vinho sempre dá dicas interessantes.

Escolhidos o prato e os tipos de uvas que combinam com ele, chega a hora principal: escolher dentro daquelas possibilidades o seu gosto. Seja você uma pessoa que faz do vinho o prato principal ou um bom italiano que vai dizer “o melhor vinho é aquele que você bebe sem perceber”, amante do mais encorpado ou do mais leve, esse é o fator fundamental que vai determinar o melhor “achado”.

Agora, se você é do tipo que adora um vinho “bem docinho”, pode optar por suco de manga, Fanta Uva ou xarope de glicose que é mais a sua cara. Um bom vinho é obtido a partir de uvas viníferas, a fermentação de uvas diferentes disso geram os tais de “vinhos coloniais” ou “vinhos liquorosos”. Compre um bom suco de uva que valerá mais a pena.

Onde comprar?


Onde comprar talvez seja uma pergunta mais complicada de se responder do que propriamente qual vinho comprar.

Imagine o seguinte: o produtor planta a uva num período específico, em lugares específicos com climas específicos. A colheita é feita em período específico e todo o processamento é feito em recipientes específicos com ingredientes específicos e temperaturas específicas. Bem específico, certo? Mas, e o meio do caminho?

O atravessador coloca o vinho em um caminhão, que transporta pelo sol até o porto, que entra num container e fica às intempéries marítimas e que depois vai de novo ao sol até o supermercado onde é estocado de pé logo abaixo das luzes ricas em ultravioletas onde os emergentes clientes pegam a garrafa e sacodem para ver se faz bolinhas. Triste né?

Procure casas especializadas em vinhos que, por mais caro que possam cobrar – e muitas vezes não cobram, é melhor gastar R$ 30,00 em um “bom” vinho do que vinte em uma garrafa de vinagre. Na impossibilidade de partir para esse caminho, vá testando os supermercados até achar um que te traga o resultado esperado. Pegar os vinhos do fundo da prateleira nem sempre pode ser a melhor dica, uma vez que podem estar lá por meses – repare na quantidade de poeira, mas os da frente são os que capturam mais luminosidade e mais “contato humano”. Perguntar a um funcionário especializado quando chegaram os vinhos pode ser um bom começo.

Bom, chegou o momento de ficar cara a cara com as garrafas. E agora?


Bom, meu primeiro passo é identificar a sessão de vinhos brasileiros, para saber exatamente quais não comprar. O segundo passo é mentalizar a característica principal de cada país e qual o humor que estarei quando vou beber o vinho:


  • Chile: vinhos mais encorpados, com taninos bem pronunciados;
  • Argentina: vinhos encorpados mas não tão agressivos quanto os chilenos;
  • Portugal/Espanha/Itália: os dois primeiros são famosos pelas castas (tipos de uvas diferentes misturados) mas a Itália gera vinhos com mesmos resultados; vinhos mais elaborados e fáceis de beber;
  • África do sul: nunca tomei um vinho que considerasse bom, ou seja, mantenho distância.


Selecionada a uva a partir daquela pré-listagem feita, é hora de pagar e rezar para que dê certo. Se der certo, eu volto e compro mais uma garrafa do mesmo vinho alguns meses depois para ver se foi uma questão de remessa ou se aquele lugar realmente pode se tornar uma fonte confiável de compras.

domingo, 1 de abril de 2012

Agora no flickr!

Estação de Matilde
Cachoeira de Matilde

Para quem não sabe o Flickr é um dos serviços de gerenciamento e compartilhamento de imagens mais famosos no meio fotográfico, seja ele pessoal ou profissional. Como não poderia ser diferente - já que tenho estudado tanto fotografia - aproveitei minha conta aposentada do yahoo para registrar meu endereço.

Agora postarei as minhas fotos mais trabalhadas aí e para quem quiser acessar, a URL é http://www.flickr.com/photos/alexandregorian/

Fiquem a vontade para comentar, sugerir, criticar, etc. Por enquanto só tem essas duas fotos, a medida em que forem aparecendo outras legais eu vou postando.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A Serra tem mais...



As pessoas me perguntam por que eu tenho tanta raiva da Serra. Não é raiva, apenas não concordo com a forma que as coisas acontecem por lá. Seja por um engarrafamento de quase 1 hora para vencer 2 km por causa de um semáforo de pedestres no meio da BR 101 – e é claro sem um guarda pra orientar o trânsito, por um crescimento desordenado de moradias sem infraestrutura para comportar ou por diversos outros motivos, como esse que aqui comunico.

Recentemente minha irmã me enviou uma reportagem do jornal Gazeta Online (que pode ser vista aqui) onde informa a aprovação de uma lei municipal em que as igrejas tiveram seu limite de perturbação aumentado para 85 decibéis durante o dia e 80 à noite, além de insentá-las da fiscalização pelo disque-silêncio nos finais de semana e feriados – como se esse órgão funcionasse por lá. Só para ajudar a dar ideia na dimensão do som: o show do U2 realizado para 70 mil pessoas registra 87 decibéis na portaria do estádio, cerca de 130 na saída dos alto-falantes.

O motivo para tanto barulho é simples, conforme descrito pelo vereador João Luiz Teixeira Corrêa – PDT, mesmo partido do prefeito Sérgio Vidigal – as igrejas tem feito um importante trabalho na redução da criminalidade e que “não tem verba necessária para efetivar a acústica necessária nos templos”. Não têm dinheiro ou gastaram tudo comprando amplificadores e caixas de som?

Serviços à parte – até porque a Serra é o município com pior taxa de homicídio do Brasil, segundo dados 2012 – vamos concentrar no barulho: paredes de alvenaria seguram em média 30 decibéis e, desde que a igreja ou templo não seja uma tenda armada, acredito que elas são usadas na maioria. Somados isso aos 85 produzidos do lado de fora, temos um incrível volume de 115 decibéis, volume suficiente para causar perda de audição e de reconhecimento da fala, nervosismo, ansiedade, dores de cabeça e uma série de outros malefícios.

Por que a solução adotada não foi reduzir o barulho dentro dos templos? Segundo informações da Unesp, acima de 55 decibéis o poder de concentração é prejudicado, então nem os fiéis estariam prestando tanta atenção assim como deveria e, acima de 70, o organismo já está sujeito a stress degenerativo e os riscos de enfarte e outras doenças aumentam.

Ou será que após a redução pelo TJES dos salários dos vereadores de R$ 7.430,40 para R$ 5.700,00 não justificam mais uma pesquisa no Google para entender os limites físicos do ser humano?

Referências:
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2012/02/noticias/a_gazeta/dia_a_dia/1126469-barulho-se-vier-de-igrejas-na-serra-pode.html
http://www.bauru.unesp.br/curso_cipa/4_doencas_do_trabalho/4_ruido.htm
http://www.fonoesaude.org/limites.htm
http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2011/08/tribunal-de-justica-do-es-reduz-salario-de-vereadores-da-serra.html

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

??????

O que é a vida? O que faz parte? O que faz se sentir vivo? Qual o seu sentido?

Socialmente somos pressionados para sermos bons estudantes, bons trabalhadores, bons companheiros, bons amantes, bons pais, bons amigos, bons tudo. Mas até onde isso vale a pena? Até onde faz sequer sentido?

Você tem que estudar, ser o melhor pois irá se destacar. Você tem que trabalhar, evoluir, inovar, inventar, contribuir, fazer aquilo o que puder ser de melhor. Você tem que ser o conjugue perfeito, fazer o que for possível para que a relação dê certo. Você tem que se dedicar à sua família, certificar-se que está tudo correto e caminhando para a felicidade. Você tem que ser uma pessoa social, muitos amigos, gostar de todos e todos gostarem de você. Mas nesse espaço, o que é ser feliz? O que te faz olhar para traz e dizer "é, realmente isso é bom"?

Até onde a sua vontade deve imperar ou ser submissa à vontade alheia? Até quando você deve permitir a entrada de estranhos na sua vida antes de colocar um muro de proteção em volta? Até onde os outros devem entrar na sua vida? E principalmente: porquê não deixar???

Como reagir frente às "vidas bem sucedidas" de pessoas que dizem frases feitas como "você consegue". Consegue o que? Consegue trabalhar, evoluir na vida, ganhar dinheiro, ganhar status, conquistar amigos, conquistar a mulher perfeita, conquistar a tal felicidade desejada. Mas, o que é a felicidade desejada? Quais são os objetivos? O que realmente te faz sentir vivo?

Desde quando uma vida tranquila é mais importante que uma viagem rumo ao desconhecido? Desde quando uma bela casa é mais importante que uma união? Desde quando o ter é mais importante do que o ser? Desde quando uma vontade é mais importante que a outra?

E, principalmente, desde quando um sorriso seja dele quem for é menos importante do que qualquer outra coisa dita, conquistada, feita ou realizada? E desde quando esse sorriso pode ser mensurado frente à qualquer coisa?

Talvez a questão no final das contas seja: o que realmente te faz sorrir?

terça-feira, 26 de julho de 2011

Peripécias na cidade grande


São Paulo geralmente é sinônimo de trânsito, poluição, trombadinhas e de muito gasto de dinheiro, o que faz não ser um dos meus destinos preferidos. Mas como nem tudo está perdido, existe uma série de vantagens de se visitar esta cidade a trabalho. Ou pelo menos algumas: rever a galera do Clube Calibra, tomar algumas cervejas diferentes e viver um pouco de "cidade grande", com prédios altos, muitas pessoas andando, metrô, etc.

E é claro q para um cara não avesso à comidas diferentes, São Paulo oferece uma gastronomia diversificada e bla bla bla essas coisas de jornais que querem ganhar tempo. O que eu quero citar aqui é o Ganesh Indian Restaurant, localizado no subsolo do Shopping Morumbi.

Já conhecido meu de 2005 quando na oportunidade vim fazer um treinamento PeopleSoft, seis anos depois não perderia a oportunidade de retornar. Vamos aos pratos: Keema Nan e 7 Chutneys de entrada, Roghan Gosht com Lassi de pistache e pra finalizar Shahi Gulab Jamon. Entendeu?

Keema Nan é um pão assado na hora, parecido com o pão árabe normal só que beeeem mais gostoso. Os Chutneys são iguarias (melequinhas) para passar no pão, de diversos tipos como iogurte, laranja, banana com coco, etc. O troço é bom de verdade.

De prato principal o Roghan Gosht trás deliciosos pedaços de carneiro marinados no iogurte, com especiarias e molho de curry. E põe delicioso nisso. Queima a boca de tanta pimenta mas como diriam os mineiros: bão dimais! O Lassi de Pistache é o irmão do Lassi de Manga que vocês já viram por aqui.

Para sobremesa o Shahi Gulab Jamon é um doce feito a base de leite, pistache e castanha de cajú embebida em calda de açúcar e cardamomo. Tá bom para você?

É, o meu Frango ao Curry pareceu miojo perto desse prato. De volta à cozinha em breve!

Ganesh Indian Restaurant
www.ganesh.com.br
(11) 5181-4748

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Jô, a origem

Jô é uma menina saudável, moradora da ZN, estudante de administração e grande, muito grande. Tão grande que seu próprio conjugue tirou uma foto em formato portrait - câmera “em pé” - em duas partes, uma até a cintura e outra da cintura para cima.

Jô é uma pessoa super agradável de se conversar, receptiva às mais diversas brincadeiras - ok, não pode chamar de gorda nem falar mal do seu cabelo - e o principal: um namorando conivente com as brincadeiras, que apenas ri e “deixa rolar”.

Jô não precisa de ninguém para defendê-la e, tendo ela por si, não é necessário nem que você se defenda de interperies alheias, ela o acode. E ai de quem tentar entrar no meio.

Jô resolveu que queria aprender a dançar. Matriculou-se amorosamente nas aulas de dança de salão com seu amado, desejado e idolatrado salve salve namorado e estava feita a dupla da dança: Jake Sully e Neytiri. Tive o prazer de dançar forró com ela, apesar de que deveria ser proibido mulheres dançarem com homens mais baixos. Sim, mesmo com meus 1,82 metros de altura, não sou páreo para ela.

Jô estava indo bem, animada, dança pra lá e vira pra cá até que resolvi usar alguns passos de dança. Realmente não deu muito certo. Deveria-se ter um espaço maior, tipo uns 50 metros de diâmetro para que ela pudesse girar livremente, mas não havia. Havia apenas o espaço para reles pessoas comuns dançarem, e aí já era tarde.

Jô girou, girou e com suas delicadas mãos à boca ao término do giro falou “caraca, acertei alguém”. Jô não havia apenas acertado alguém, havia acertado alguém bem na boca, e a pessoa estava cabisbaixa, com olhos apertados de dor e seu acompanhante - ficante, namorado, ou qualquer coisa do gênero - com os olhos arregalados, sem reação e com uma expressão de “puta que paril” no rosto. Mas não foi apenas isso...

Jô não acertou uma pessoa qualquer na boca, “acidentalmente” durante uma dança. Em uma cidade de pouco mais de 5 milhões de habitantes, trocentos turistas e milhares de locais a se visitar, ela acertou exatamente a boca da ex-namorada do seu atual namorado.

Jô ainda adicionou ao ocorrido frases de condolescências típicas de uma mulher quando se refere à uma ex da sua atual outra metade da laranja: “se ela estava tão perto de mim, é porque queria alguma coisa né?” Ou talvez seria porque estávamos todos exatamente na frente do palco?

Nascia daí Joaquina Maria da Silva Xavier, irmã de Tiradentes e aqui simbolizada carinhosamente como “Jô”.

Observação: na época em que escrevi esse artigo, os dois estavam namorando. Como levei mais de um ano para publicar, a informação não é mais válida.

sábado, 25 de junho de 2011

Zeca, o gentle"cat"?!?!


Recentemente fiquei incumbido de hospedar a Mel enquanto seus donos viajam. Como o Zeca passou recentemente pela experiência do Bill - um gato movido à pilhas Duracell, acreditei que uma gata vira-lata* tão novinha não iria trazer nenhum problema. E assim como pensado, está sendo o executado: até então nenhuma incidência mais grave entre os dois.

Só que outro dia algo realmente me chamou a atenção. Os potes dos dois foram enchidos de ração e cada um foi para o seu iniciar o processo de alimentação: o Zeca com um prato cerca de 10x maior que o da gatinha e esta com seu potinho no melhor estilo "donos mão de vaca". De repente, eis que a Mel parou de comer a sua comida e passou a comer a do Zeca. Não foi simplesmente iniciar a divisão da ração, ela enfiou a cabeça por baixo da dele e começou a comer sozinha. Até aí algo que eu achava que ocorria apenas com humanos, mas pelo visto é uma característica XX de qualquer espécie.

Esperando uma reação do tipo uma bela patada na cara da enxerida, o José me surpreendeu: gentilmente deu um passo para trás, sentou e ficou observando ela comer. Fazer o que, né? Aprendeu com o dono...

* Segundo a veterinária não existe mais vira-latas, agora a "raça" é pelo curto brasileiro.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

O dialeto da Jô

Jô é um ser único, praticamente folclórico, rica em cultura e sabedoria. Como não poderia ser diferente, ela nos ensina coisas novas:
  • "Caraca maluco, você não tem noção" e "caraca maluco, ..." são as únicas duas formas de se iniciar frases;
  • "Fingir de morto para comer o cú do coveiro": não tenho a menor idéia do que seja isso;
  • "Tirei o pino da catraca": Jô, a pegadora. Apesar de que - segunda ela - a fila tem uma ordem e essa deve ser respeitda. Ficha atual número 1452;
  • "Não posso beber porque estou fazendo um tratamento espiritual: quinze dias sem beber, sem comer carne e sem fazer sexo": huaahuahuaahu, AHAM;
  • "Cada um escolhe a cama q dorme": cadê a inocência do "cada um é responsável pelos seus atos"?
  • E sobre os homossexuais: "Dar o cú que é fácil, eles dão né? Quero ver ficar menstruado ou parir um filho para ver se não mudam de opinião rapidinho".
Essa é a Jô!

Brasília!






Uma introdução rápida para quem não conhece: Brasília é a capital do nosso país, localizada no Distrito Federal, no planalto central, região Centro-Oeste no nosso querido Brasil-sil-sil. É uma cidade planejada (excetuando aqui as cidades satélites), com avenidas largas, poucos sinais (chupa essa Vidigal) e com muitos viadutos. Tudo é divido e tem seu lugar certo, de forma que você anda, anda, anda e no final das contas tem a sensação que está no mesmo lugar. Parece um Jardim da Penha amplificado.

Brasília é, na melhor definição de um amigo, "um campo de saibro a céu aberto". Apesar de tudo ser gramado e bem irrigado, de longe você vai ficar livre da terra vermelha. Basta caminhar um dia pela cidade que suas meias vão indicar direitinho onde acaba a calça e começam os tênis.

Como chegar?

Vai de avião, né? São 1.238 Kms de distância de Vitória, sendo que a estrada por dentro de Minas Gerais (BR-262) é cheia de curvas e um sobe-desce sem fim. A estrada Belo Horizonte - Brasília (BR-040) até tem bastantes retas, mas mesmo assim é viagem para mais de um dia.

O que fazer?

Como qualquer lugar diferente da Grande Vitória, Brasília tem seus teatros, casas de shows e eventos que fazem você ocupar a noite. Não que seja uma cidade movimentada, principalmente nos finais de semana, mas pelo menos há o que fazer de terça à sexta.

Para turismo vale a pena gastar algumas horas no Parque da Cidade (aquele da música "Eduardo e Mônica"), nesta que é a cidade dita com mais praticantes de exercícios físicos do Brasil (proporcionalmente). Infelizmente não fiz o passeio de barco pelo Lago Paranoá, mas pelo que acompanhei dá para tirar umas fotos bacanas.

Fora isso vale a pena pagar os R$ 60,00 do City Tour, que te leva para os lugares que vale a pena conhecer. Dica: quarta-feira é o dia de visitação no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República e segunda-feira é o dia "fecha tudo". Vale ligar para o Palácio do Planalto para ver se estará aberto à visitação nos dias de sua viagem.

Onde ficar?

Brasília é uma cidade com custo de vida muito alto. Hotéis são caros e a comida é cara, salvo obviamente o Albergue e os fast foods dos shoppings. Em compensação tanto o transporte público quanto o taxi são mais baratos que aqui (algo realmente muito fácil de ocorrer).

Depois de muito pesquisar acabei encontrando o Bittar Inn Hotel, com uma diária de R$110,00 reais o quarto single (se não me engano o quarto casal acrescia R$ 10,00 ou R$ 20,00 em sua diária). Um hotel simples (do tipo cama, TV CRT e chuveiro elétrico) mas com um café da manhã razoável e uma boa localização, próximo à bancos e à embaixada dos ministérios.

Bittar Inn Hotel
http://www.hoteisbittar.com.br/hoteis/bittar_inn/
bittarinn@hoteisbittar.com.br
(61) 3328-7150

Resumo

Brasília é um bom local para se conhecer, talvez não qualificado como um "deve conhecer" mas havendo a possibilidade é um bom planejamento. É uma cidade bonita e com prédios bem projetados, o que nos faz pensar coisas do tipo "que coisas são essas que a MRV faz?".

Dois a três dias são o suficiente para se conhecer o que vale a pena, caso você não seja do tipo que gasta três horas em cada lugar. O período de Julho a Setembro é o mais seco, a umidade realmente cai muito mas em compensação o risco de chuva é baixo e o por do sol fica aquele avermelhado lindo.

Caso você disponha de uma semana de férias, vale a pena ir para a rodoviária e conhecer Goiânia (essa sim com mais agitos nos finais de semana) e Anápolis, que juntas fazem o eixo mais desenvolvido do Centro-Oeste (isso é um papo para um outro post).

Fotos:
1 – Catedral de Brasilia
2 – Palácio do Planalto
3 - Parque da cidade
4 - Por do Sol na Torre de TV
5 - Ponte JK
6 - Fonte da Torre de TV
Mais fotos: http://picasaweb.google.com/azgorian

domingo, 10 de abril de 2011

Bruno & Marrone - Vida Vazia



???????????? É, como vou explicar? Mas é isso mesmo...

Música pra mim não é coisa de momento, novidade ou modinha. Música pra mim é arte, é harmonia, é letra. Música pra mim tem que ter conteúdo com inteligência, tem que falar aquilo que você vive mas nem passou pela sua cabeça pensar. Tem que fazer ser lembrada naqueles momentos únicos, tem que fazer lembrar desses momentos, tem que encaixar perfeitamente naquele vazio de idéias.

E num momento onde o sertanejo - ou melhor, um tal de "sertanejo universitário" - impera com suas rimas fáceis de serem gravadas no melhor estilo "amor rima com dor e você é a flor para o meu ardor" eu diponho aqui um vídeo com mais paixão, com mais sentimento, com mais música. Prefiro a versão do álbum "Acústico e ao vivo", mas como não o achei de forma legal disponível na internet, vai o clipe oficial.

Pergunta básica: o que faz o Marrone na dupla?